«The Twenty-Seventh City» de Jonathan Franzen

Querem sentir-se leitores super espertos? Leiam toda a obra da fase madura de um escritor e depois vão ler os primeiros romances dele.
(De um escritor com capacidade evolutiva e hábitos de trabalho que envolvam aprimorar os livros.)
Para romance de estreia, «The Twenty-Seventh City» não é nada mau. Mas Franzen só fica como peixe na água quando escreve sobre dinâmicas familiares e as incursões que faz por outras temáticas raramente lhe saem melhor do que tiros nos pés. Esse é ainda o defeito deste livro: tem muitos trechos que foram criados para cativar atenção sobre o autor e menos sobre a obra, porque redundam em exibicionismos artificiais. O ego do senhor Franzen não diminuiu com a idade. Mas aprendeu a definir as prioridades com precisão.
E é um regalo ver como o esforço solitário de um escritor lhe adestrou a escrita.
