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Os Heterónimos da Peçonha

Os Heterónimos da Peçonha

26
Out22

Das bitaitadas gráficas 2

rltinha

2022.10.26 Pele de Homem.jpg

Num mundo medieval não concretamente identificado, mas em que a condição das mulheres, dos homens, e do clero em tudo se assemelha aos reinos medievais, um casamento ajustado pelas respectivas famílias unirá a Bianca a Giovanni.
Antes e depois dele, porém, Bianca vestirá uma mágica pele de homem que há gerações é passada e usada entre as mulheres da sua família, dentro da qual estas puderam circular pelo mundo enquanto homens.
A pele é o mecanismo pelo qual flui toda uma experiência de privilégio, liberdade, e possibilidade que para as mulheres é tão vedada que não a imaginariam. Encontra eco em páginas fluídas, de painel único, pelo qual deambulam as personagens, em pictorizações entre o fabulesco e o imediatamente gracioso. Sem moralismos excessivos, este é um enredo de desmontagem de estereótipos, de indagação sobre «a tradição», de soluções práticas para problemas complexos, mas com a virtude de não pregar coisa alguma.

08
Fev22

Das leituras à pála da cooperativa

rltinha

Movidas pelo amor à nona arte e pelos encantos do colectivismo, quatro alminhas conjugaram esforços e erigiram uma belíssima cooperativa cujo objecto é ler a vulgarmente conhecida como Banda Desenhada. Estes foram os primeiros títulos que li à conta da cooperativa, e aqui partilho os respectivos bitaitanços.

 

2022.02.08 01.jpg

«Dylan Dog: O Velho que Lê» (Fabio Celoni, Angelo Stano)

A arte de Fábio Celoni, só por si, já valia a pena. Mas neste noir fantástico-literário notavelmente bem narrado, gera sucessivas páginas a comprovar a máxima de William Kuskin: «The page is a poem» .
Como complemento há o mini episódio «A Pequena Biblioteca de Babel» inspirado na obra de Borges, um complemento jeitoso para este volume. 

 

«Um Cowboy no Negócio do Algodão» (Achdé, Jul)

2022.02.08 02.jpg

Um jeitosíssimo desvio do cowboy solitário pelo(a) Luisiana, com os deliciosos Dalton no seu encalço, o marshall Bass Reeves à cata dos Dalton, e os estercos ensacados sob a forma de KKK a praticar os crimes necessários para se sentirem os maiores de sua rua.
E é aqui que entra a pedagogia de modo lúdico para pequenitos e mais graúdos, expondo o racismo naquilo que é: violência pela cor da pele.
Um repasto sequencial à altura daquele com que no epílogo são agraciados os crocodilos, mas de muito melhor digestão.

19
Dez21

Das bitaitadas gráficas

rltinha

20211219 Batman Noël.jpg

(«Batman: Noël» de Lee Bermejo, DC Comics, 2011)

Também sob a temática natalícia, mas sem calendarizações diárias, li esta belíssima adaptação de «Um Conto de Natal» de Charles Dickens que, não obstante pegar numa narrativa mais que conhecida, faz dela uma fábula de Natal original e cativante.

Lee Bermejo faz um trabalho notável e a coloração não lhe fica atrás. Quanto ao lettering é que não acompanho as opiniões favoráveis. Eu sou míope, estou-me tão nas tintas para as belezas como a minha visão para o que fica mais distante, se a legibilidade for afectada o trabalho é mau. 

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