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Os Heterónimos da Peçonha

Os Heterónimos da Peçonha

11
Jul22

Das bitaitadas literárias 12

rltinha

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Mais um álbum duplo de Armazém Central e, aqui chegados, os fãs bem podem regozijar-se. Um par de de volumes que capitalizam na construção narrativa anterior, com as personagens a agir «fora de si» (ou dentro, depende de quanto realmente se observou no crescimento delas).
Sem cair em facilidades moralistas ou excessos para chocar, há mais uma convulsão na comunidade de Notre-Dame-des-Lacs e sobra a vontade de lá regressar.

08
Fev22

Das leituras à pála da cooperativa

rltinha

Movidas pelo amor à nona arte e pelos encantos do colectivismo, quatro alminhas conjugaram esforços e erigiram uma belíssima cooperativa cujo objecto é ler a vulgarmente conhecida como Banda Desenhada. Estes foram os primeiros títulos que li à conta da cooperativa, e aqui partilho os respectivos bitaitanços.

 

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«Dylan Dog: O Velho que Lê» (Fabio Celoni, Angelo Stano)

A arte de Fábio Celoni, só por si, já valia a pena. Mas neste noir fantástico-literário notavelmente bem narrado, gera sucessivas páginas a comprovar a máxima de William Kuskin: «The page is a poem» .
Como complemento há o mini episódio «A Pequena Biblioteca de Babel» inspirado na obra de Borges, um complemento jeitoso para este volume. 

 

«Um Cowboy no Negócio do Algodão» (Achdé, Jul)

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Um jeitosíssimo desvio do cowboy solitário pelo(a) Luisiana, com os deliciosos Dalton no seu encalço, o marshall Bass Reeves à cata dos Dalton, e os estercos ensacados sob a forma de KKK a praticar os crimes necessários para se sentirem os maiores de sua rua.
E é aqui que entra a pedagogia de modo lúdico para pequenitos e mais graúdos, expondo o racismo naquilo que é: violência pela cor da pele.
Um repasto sequencial à altura daquele com que no epílogo são agraciados os crocodilos, mas de muito melhor digestão.

19
Dez21

Das bitaitadas gráficas

rltinha

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(«Batman: Noël» de Lee Bermejo, DC Comics, 2011)

Também sob a temática natalícia, mas sem calendarizações diárias, li esta belíssima adaptação de «Um Conto de Natal» de Charles Dickens que, não obstante pegar numa narrativa mais que conhecida, faz dela uma fábula de Natal original e cativante.

Lee Bermejo faz um trabalho notável e a coloração não lhe fica atrás. Quanto ao lettering é que não acompanho as opiniões favoráveis. Eu sou míope, estou-me tão nas tintas para as belezas como a minha visão para o que fica mais distante, se a legibilidade for afectada o trabalho é mau. 

13
Ago21

Dos momentos wook

rltinha

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No dia 28 de Julho encomendei este livro conjuntamente com outro título. Essoutro tinha um aviso de disponibilidade retardada em 5 (cinco) dias. Não sofrendo o meu lar com a falta de livros ainda não lidos por mim, aguardei.

Os dias foram passando e só há uma semana, a 6 de Agosto, é que a Wook se lembrou de dizer alguma coisinha: «Lamentamos informar que continuamos com dificuldade na obtenção de determinado(s) título(s) uma vez que o(s) respetivo(s) editor(es) apresenta(m) um atraso significativo na entrega do(s) mesmo(s).»

Enviar de imediato o título com a disponibilidade imediata? Não. A cliente que espere. Ninguém a mandou formular a encomenda conjuntamente, facilitando o envio conjunto à vendedora.

Há dois dias lá se lembrou a Wook da minha existência: «Verificamos que a sua encomenda ultrapassou o prazo médio previsto para envio. Esta situação deve-se ao atraso de alguns editores na entrega de determinados títulos.

Embora alheios a esta situação, compete-nos intervir por forma a diminuir o incómodo provocado aos nossos clientes por tais constrangimentos.»

Adoro esta sacudidela constante de alguma possível responsabilidade. A. Culpa. É. Sempre. Dos. Outros.

Mesmo que seja culpa da Quetzal, esta linguagem é tão dentro do estereótipo millennial de nunca assumir culpas de coisa alguma que me custa lê-la constantemente em mensagens formulaicas remetidas para a generalidade dos clientes em situações análogas.

Ontem recebi este exemplar. Vinha plastificado mas com mossas várias. Até nisso a Wook falhou: fez-me esperar 15 (quinze) dias por um livro com disponibilidade imediata para o seu envio e depois remeteu-me um exemplar com defeito. Sim, sei que posso reclamar e trocá-lo. Mas não desejo perder o meu tempo por conta de cumprimento defeituoso alheio numa situação que já era de incumprimento parcial. 

«E porquê este post a relatar uma experiência aquisitiva igual a tantas outras?», pergunta o bom leitor. Bem, é que ontem e hoje recebi notificações postais relativas ao envio do outro título encomendado a 28 de Julho. Aquele que chegará com um dia de diferença, onerando-me com o dever de permanecer em casa em dois dias diferentes para receber uma encomenda que podia e deveria ter sido remetida no mesmo dia ou, para ser assim diferida, cuja primeira parte deveria ter sido remetida em 29/07 e não a 11/08.

Resta saber em que estado chegará essoutro livro...

 

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