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Os Heterónimos da Peçonha

Os Heterónimos da Peçonha

30
Jan23

Das reposições televisivas por iniciativa unilateral

rltinha

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Movida pela extrema necessidade de não pensar em coisas sérias e rir com muita força, decidi rever «Black Books». Todas as três temporadas, as quais estão no YouTube (deixo uma nota para a eficiência do algoritmo publicitário desta plataforma de vídeos: nada do que tão insistentemente me foi exibido nos conteúdos publicitários tem para mim qualquer interesse; estou profundamente grata pelo incentivo anti-consumista).

Naturalmente que esta foi uma decisão brilhante. Já tinha passado tempo bastante para apagar a maioria das piadas da minha memória e muito gargalhei com o alcoolismo misantropo de Bernard Black. A terceira temporada é mais fraca do que as anteriores, mas quando se chega a ela já se ganhou pelo elenco apreciação global suficente para suavizar o menos bom.

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Insociabilidade, demência entusiástica e ignorante, relações comicamente abusivas. Tudo numa livraria. Que melhor cenário se poderia usar para pôr gente disfuncional a ter muita piada?

Daqui a uma década, se ainda for viva, é muito provável que reveja «Black Books».

Fica a recomendação.

24
Jan23

Das pragas do nosso tempo

rltinha

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Em mais uma consulta às novidades livrescas no site da Wook encontrei estes dois títulos shoahbiz, um mesmo ao lado do outro.

Não sei o que me fascina mais, se a lata ou a avidez de quem continua a ordenhar a vaca da empatia encadernada para sociopatas funcionais.

24
Jan23

Dos destaques entre as leituras correntes

rltinha

A Edições 70, cujo catálogo é organizado com o fito de me causar insolvência pessoal, lançou este mês o «Crónicas de um Livreiro» de Martin Latham. Contrariando a prática tsundoku que é meu lema de vida, comecei a lê-lo assim que o recebi. E é ainda melhor do que esperava (pelo menos até ao ponto em que vai a minha leitura). Pejado de factóides literários e bem estruturado, tem passagens como esta que aqui partilho:

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Li-a e lembrei-me imediatamente disto:

É uma pena que esta editora guarde maior excitação na partilha de uma recomendação do título por Ricardo Araújo Pereira (é toda uma moda no Instagram: as editoras em picos de pés com alguma recomendação de títulos seus por um paineleiro da TV) do que no controlo da qualidade das suas traduções e revisões. 

Por exemplo: «A Angústia da Influência - Uma teoria da poesia» de Harold Bloom tem todas as citações de obras em língua inglesa… em inglês! Quem quiser que traduza Shakespeare e outros autores tão fáceis de ler no original. Ao incauto leitor apenas é dada a tradução do texto do próprio Bloom. O tradutor, estrela nos circuitos literários, não quis a trabalheira de ir à cata das traduções das obras citadas, e o revisor assobiou para o lado. O resultado é um livro cuja ficha técnica refere «Idioma: Português», mas com uma considerável porção em inglês.

Claro que o catálogo da Edições 70 é uma maravilha e o meu dinheiro (e de alguns dos meus amigos, já que o «Crónicas de um Livreiro» me foi ofertado)  continuará a dar sustento ao pelo leitor melhor descrito supra.

20
Jan23

Das adições ao acervo livresco doméstico (Martin Latham)

rltinha

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Chegou hoje e já o comecei a ler porque o meu aferventamento leitor era extremamente elevado, a vida é curta, e também porque «sou adulta, posso».

As Edições 70, cujo catálogo vem sendo organizado no sentido de me causar insolvência pessoal, desta vez não levaram o meu guito porque a Rute se me adiantou e voltou ao ataque ofertante.

E quem bem soube receber uma prenda tão desejada!

18
Jan23

Das adições ao acervo livresco doméstico (H. P. Lovecraft)

rltinha

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A Saída de Emergência, editora cujo catálogo me desinteressa em larga escala, tinha por lá uma oferta irrecusável: três volumes dos contos de H.P. Lovecraft a um preço muito aceitável. Chegaram hoje e já estão devidamente encavalitados sobre outros livros que não os dois primeiros volumes dos contos do mesmo autor, numa estante desorganizada (a última a chegar cá a casa e plena de livros lá postos ao calhas porque inseri-los na ordem geral das estantes cá de casa tomaria vasto tempo que prefiro torrar a ler ou mesmo a engonhar online).

Os dois primeiros volumes estão no seu devido lugar. Duvido que ganhem a companhia adequada nos próximos tempos.

17
Jan23

Dos seriados em sessão: Star Trek TNG S04E15 First Contact

rltinha

Ando a ver, pela ordem cronológica de emissão, episódios e filmes de Star Trek, cuidadosamente seleccionados. A última sessão foi o 15.º Ep. da 4.ª temporada de The Next Generation, «First Contact».

Um muito jeitoso episódio sobre os primeiros contactos da Federação de Planetas com uma civilização até aí desconhecedora da existência da Federação. No caso vertente temos um início atribulado, já que o Riker fica retido no planeta Malcoriano, dando com os seus terráqueos costados numa unidade hospitalar onde a sua estranha anatomia é revelada à comunidade médica. 

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E é para tentar escapar dali que o desgraçado se vê a muito rikeriana situação de sedução, havendo de pagar com o corpo a ajuda de uma lúbrica enfermeira malcoriana. Além desta sequência com o Riker malcoriano (a propósito: existe action figure!), temos também longas sequências com a diplomacia envolvente do primeiro contacto, que são Star Trek em estado puro: pessoas adultas a conversar para assim resolverem problemas.

A primeira temporada não fazia adivinhar a qualidade desta quarta. Aguardam-se com ânsia as próximas sessões (preferencialmente com visitas do Q).

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